Tempestade perfeita afeta agroindústrias

O setor de carnes do Brasil, especialmente de aves e suínos, está muito apreensivo com a ‘tempestade perfeita’ que se formou no mercado diante da suspensão das exportações de frango da BRF – dona de Sadia e Perdigão – para a Europa e da alta do preço do milho em quase 30%, que subiu, em média, de R$ 32,84 para R$ 42,28 em um mês e meio. Isto porque o corte nas exportações vai lotar o mercado de produto e derrubar os preços no mercado interno enquanto os custos estão altos para alimentar os plantéis. Essa redução afeta todo o setor de carnes porque quando cai o preço do frango, que já estava baixo, mais consumidores migram para o produto e deixam de comprar carnes suína e bovina. Por isso, produtores dos três tipos de proteína acabam perdendo. O lado bom é que, se depender das carnes, a inflação, que já está baixa no Brasil, vai cair ainda mais, abrindo espaço para mais cortes dos juros básicos. Para uma fonte do setor, o Ministério da Agricultura deveria ser mais cauteloso nas decisões – as vendas da BRF foram suspensas para a Europa numa ação preventiva – e a Polícia Federal poderia dar menos publicidade ao trabalho que vem fazendo porque muitas correções já tinham sido feitas nas empresas. Essa publicidade posterior afeta a imagem do Brasil em um momento em que outros países investem alto na produção de frangos, tomando mercado ocupado pelo país. O temor das empresas é não reconquistar esses espaços. O pessimismo é geral no setor em SC. O mundo tem o Brasil como um dos principais produtores de alimentos e fornecedores globais. Hoje o país é uma das raras regiões não afetadas por gripe aviária, mas os entraves gerados por falhas humanas não param. Isso precisa ser revertido.

BRF sendo comprada? São grandes os comentários de bastidores de que a americana Tyson Foods estaria interessada em adquirir uma parte maior da BRF, empresa que tem capital pulverizado. A Tyson já atuou no país quando adquiriu em 2008 a Macedo e a Avita de SC e a paranaense Frangobrás, unidades que vendeu em 2014 para a JBS. A multinacional teria interesse em adquirir as participações dos fundos Petros (11,41%), Previ (10,67%), Tarpon (7,2%) e Aberdeen (5%), totalizando 34,28% do total da BRF.

WEG avança Enquanto isso, a WPA, holding dos fundadores da WEG, aproveitou as ações em baixa e comprou 2% da empresa BRF, informou a revista Veja. Assim, agora, os acionistas que antes ditavam a gestão da empresa têm 5,5% da companhia, mais do que Abilio Diniz, que tem 4%. Quando ocorreu a fusão Perdigão-Sadia, a WPA tinha 5% da Perdigão.

Fonte: NSC Total


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