Setor produtivo cobra ações para amenizar alta do milho

O setor produtivo de Santa Catarina está se mobilizando para cobrar ações governamentais para amenizar os efeitos da alta do milho, que já subiu 32% desde o início de fevereiro, passando de R$ 26,50 para R$ 35 nesta semana. Isso para o produtor de milho. Para os criadores e agroindústria o preço já está em R$ 44. O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Jr, solicitará ao governo do Estado isenção dos 8% de ICMS para trazer milho de outros Estados.

O secretário da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, confirmou uma reunião às 9h30min de hoje, na Fiesc, antes do lançamento da compartimentação da produção de frangos no Extremo-Oeste.

Spies afirmou que o escoamento da safra de milho do Centro-Oeste por portos do Norte e Nordeste, o uso do cereal para etanol e o aumento da área de silagem acabaram favorecendo a alta do produto.

Em Santa Catarina a redução da safra de grão é de 20%, chegando a 2,4 milhões de toneladas.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, disse que atualmente o custo de produção está em R$ 3,7 por quilo e o suíno está sendo vendido a R$ 3,6.

— Temos um prejuízo de mais de R$ 100 por suíno, estamos solicitando ao governo federal subsídio de R$ 6 por frete do milho do Centro Oeste, renegociação das dívidas, oferta de milho e crédito para os criadores — afirmou.

A Conab já anunciou a oferta de 10 toneladas de milho em Herval do Oeste e Braço do Norte, a R$ 30 a saca.

O presidente da ACCS disse que essa medida já ajuda, mas vai pedir mais ações ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Compartimentação

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, estará em Florianópolis hoje, às 10h, na sede da Fiesc, para a entrega do certificado de compartimentação da produção de frangos para a JBS de Itapiranga. Esse é um projeto inédito na área de frangos, onde toda a produção se restringe a uma área geográfica de 28 municípios, com o objetivo de evitar doenças e garantir as exportações em caso de focos em outras regiões.

Fonte: NSC Total


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