Série de ‘O exorcista’ se passa 40 anos após o clássico do terror

Um belo dia, alguém surgiu com uma ideia que lhe parecia brilhante: fazer uma versão de “O exorcista” para a TV. Diretor de um dos maiores clássicos do terror da história, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1974, William Friedkin manteve sua fama de mau e desaprovou veementemente a empreitada. Também pudera, todas as tentativas de continuar a história de possessão demoníaca mais famosa do cinema falharam miseravelmente em público e crítica. A despeito da má vontade do cineasta, a série homônima em dez episódios chega na madrugada de hoje para amanhã, à meia-noite, no FX, simultaneamente aos EUA.

Nem mesmo um dos protagonistas, o mexicano Alfonso Herrera (de “Sense8”), botava fé no trabalho quando foi escalado para viver o padre Tomás Ortega na adaptação de Jeremy Slater. Pouco conhecido em Hollywood, Slater foi roteirista da versão mais recente (e espinafrada) de “O quarteto fantástico” (pelo qual ele jura não ter tido tanta culpa sim) e de filmes menores de terror que não empolgaram muito.

— Sempre achei que fazer um remake de um filme tão importante era uma ideia ruim, praticamente um suicídio. Por isso fiquei positivamente surpreso quando vi que os roteiristas decidiram que a série mostraria o que se passou 40 anos depois do que vimos no original — diz Herrera, em teleconferência com jornalistas da América Latina, dizendo que a história do filme será referenciada durante os episódios.

Na série que, assim como o longa, se baseia no best-seller de William Peter Blatty, de 1971 (com mais de 13 milhões de exemplares vendidos só nos EUA), Herrera contracena com Ben Daniels e a vencedora do Oscar Geena Davis.

Para Herrera, de 33 anos, um egresso da novela teen mexicana “RBD”, a desconfiança do público, que desde o anúncio do projeto questiona sua necessidade, será revertida após a estreia.

— Durante as gravações sentimos uma grande responsabilidade, mas queríamos mostrar que podíamos fazer algo interessante — explica o ator, garantindo que a história e os personagens “estão bem cimentados sobre a terra”. — Por isso, apesar de falar de um assunto que pode parecer fantástico, a série soa real.

Seu personagem, que vive em Chicago, é um padre considerado o rosto da nova Igreja Católica, e comanda uma pequena paróquia no subúrbio da cidade americana, levando a vida devagar. Até que sonha com outro sacerdote, residente na Cidade do México, que está entre a vida e a morte. O padre Marcus Keane (Daniels) é bem mais conservador, totalmente diferente do colega. Juntos, os dois serão responsáveis por ajudar a família de Angela (Geena), convencida de que coisas sobrenaturais acontecem em sua casa.

— Todos temos demônios para exorcizar. E não falo desses que vivem em outra dimensão, mas os nossos medos, tudo o que nos enfraquece. Meu personagem é cheio deles. Assim como o filme, a série é uma representação da luta do bem contra o mal — resume o ator.

Fonte: O Globo
http://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/serie-de-exorcista-se-passa-40-anos-apos-classico-do-terror-20161958


Envie pelo WhatsApp a palavra 'Sim' para (49) 98824-6292 e receba as principais notícias da região.