SC tem maior número de casos de doença meningocócica dos últimos oito anos

O número de casos de doença meningocócica – o tipo de meningite bacteriana com maior potencial de surtos – saltou em Santa Catarina neste ano. Até 30 de novembro de 2017, foram 57 pessoas infectadas, sendo que no ano passado foram 41, um aumento de 39%. O número deste ano é o maior desde 2009, quando foram registrados 49 casos. Atualmente a taxa de incidência da doença é de 0,81 casos por 100 mil habitantes.

O número de mortes pela doença também cresceu. Neste ano já foram 13 mortes, sendo que ano passado foram oito. O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive), Eduardo Macário, defende que os números podem estar relacionados à melhoria do diagnóstico, porém admite que há uma maior circulação da bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), que causa a doença:

— É uma variação dentro do que a gente considera um padrão de disseminação da doença. Estamos em alerta, no entanto, são casos isolados e espalhados por todo Estado, não caracterizando um surto.

O boletim aponta que neste ano a faixa etária com maior número de casos é de um a quatro anos, com 26,4% dos casos, seguida pela faixa etária de 20 a 29 anos (24,5%). Macário explica que as crianças costumam ser um dos grupos mais atingidos pelo sistema de defesa mais vulnerável e também pelo compartilhamento constante de objetos. Idosos também são uma faixa mais suscetível à doença.

Como tem um grande potencial de surto, assim que é identificado um caso de doença meningocócica, a vigilância epidemiológica precisa fazer uma ação de bloqueio com tratamento com antibiótico com as pessoas que convivem com o paciente para prevenir novos casos. É fundamental procurar um serviço de saúde ao aparecerem os sintomas.

— Se demorar muito para procurar médico ou ter a intervenção adequada, o paciente pode vir a óbito em até 24 horas — lembra o diretor.

Outra medida de prevenção é a vacinação, porém na rede pública ela só está disponível para a meningite C. Entre 2014 e 2016, observou-se uma maior circulação desse subtipo. Já em 2017, o genogrupo W é o responsável por 39% do total de casos, seguido pelo C (28%) e meningite B (12%).

A médica infectologista Regina Valim diz que como ações de prevenção também é recomendável evitar aglomerações, lugares fechados e manter sempre a higienização das mãos. Além de não compartilhar objetos, principalmente entre as crianças pequenas, como chupetas, brinquedos:

— A vacinação para as doenças imunopreveníveis mostra-se bastante interessante, particularmente recomendo a vacinação de crianças e adolescentes para o meningococo com as vacinas conjugadas A,C,W,Y, e meningo B, que inclusive são recomendação da Sociedade Brasileira de Imunização _ diz, acrescentando que essas vacinas, por enquanto, só estão disponíveis em clínicas particulares.

 

Fonte: DC


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