SC investiga 4 casos de febre amarela

Quatro casos de febre amarela são investigados pela Secretaria de Saúde em Santa Catarina. Três dessas pessoas viajaram recentemente para Minas Gerais, estado que já registrou 38 óbitos pela doença. Apesar do alerta e do incentivo a vacinação, Santa Catarina trabalha com ações mais incisivas contra o mosquito Aedes aegypti, ainda principal preocupação do governo.

A febre amarela é transmitida pelo mosquito Haemogogos, que existe apenas em florestas. “O homem se infecta acidentalmente quando adentra esses ambientes. Por isso tem que estar vacinado”, disse a chefe da divisão de Febre Amarela, Renata Gatti.

Conforme o governo, moradores de 162 municípios catarinenses que integram a Área com Recomendação de Vacina contra Febre Amarela (ACRV) devem se vacinar novamente em unidades de saúde, caso a última dose tenha sido tomada em mais de 10 anos.

A medida também vale para aqueles que vão viajar para outros estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia, que já apresentaram casos. A vacinação deve ocorrer ao menos 10 dias antes da viagem.

Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses, a segunda após 10 anos da primeira. Para as crianças, o esquema vacinal é uma dose aos 9 meses com reforço aos 4 anos.

Combate ao Aedes aegypti
Nenhum caso de dengue foi confirmado em 2017. Entretanto, 385 focos foram contabilizados em 60 cidades catarinenses. Destes, 51 são considerados infestados.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, um caso de febre do chikungunya foi confirmada e sete casos de zika vírus estão em investigação. As informações são do boletim de 14 de janeiro da Vigilância Epidemiológica.

O estado vai destinar R$ 3,2 milhões do governo federal para ações de combate ao mosquito em 2017. Serão enviadas duas parcelas: a primeira já foi deposita em janeiro, de R$ 1,9 milhão, e o restante R$ 1,3 milhão será no segundo semestre.

Em Pinhalzinho, no Oeste, começou mutirão de limpeza na terça (24). A região recebeu um reforço desde dezembro: o Laboratório Central de Saúde Pública da Gerência Regional de Saúde de Chapecó (Lacen/Chapecó), que agiliza os testes na região, antes só realizados na capital.

 

Fonte: G1 SC


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