Santa Catarina deve exportar cortes de carne suína para a África do Sul

Santa Catarina deve exportar cortes de carne suína para a África do Sul. O país africano, que já foi um dos dez maiores compradores da carne suína brasileira, retoma as importações de cortes elaborados para venda no varejo. O anúncio foi feito pelo Departamento de Agricultura, Floresta e Pesca (DAFF) sul-africano na última quarta-feira. A reabertura do mercado sul-africano para cortes de carne suína representa um incremento no valor e na renda do setor produtivo catarinense.

A África do Sul já é um importante consumidor da carne suína produzida em Santa Catarina, que é destinada à industria de embutidos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a África do Sul comprou 1.048 toneladas de carne suína catarinense em 2016, número muito superior às 161 toneladas de 2015.

O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, destaca que o acesso aos mercados internacionais é um diferencial dos produtos de Santa Catarina e representa uma conquista para os suinocultores.

—Não é por acaso que Santa Catarina é o maior produtor de suínos do país, temos tradição em suinocultura e produtores muito dedicados. O Governo do Estado, a iniciativa privada e os suinocultores trabalham em conjunto para manter a atividade, conquistar mercados e sustentar nossos certificados internacionais — destacou.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2016 o Brasil exportou 1.562 toneladas de carne suína para o mercado sul-africano, gerando uma receita de US$ 3,7 milhões. O total de produtos agropecuários exportados pelo Brasil à África do Sul somou US$ 458,68 milhões no ano passado.

Suinocultura em SC

Em Santa Catarina, a produção de carne suína chegou a 915 mil toneladas em 2015. Com um rebanho efetivo estimado em 6,7 milhões de cabeças, o Estado é responsável por 26,7% da produção nacional, cerca de 3,43 milhões de toneladas, e é o maior exportador de carne suína do país.

Em 2015, SC exportou mais de 190 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 440 milhões. Por seu status sanitário diferenciado — único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e também livre de peste suína clássica, com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) — o Estado é habilitado a exportar para os países mais competitivos do mundo como a Rússia, China, Angola, Cingapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina.

Em 2016, a Coreia do Sul também autorizou a importação da carne suína produzida em Santa Catarina.

 

Fonte: Diário Catarinense


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