Saiba como se proteger da radiação ultravioleta de nível extremo que atinge Santa Catarina

As temperaturas elevadas nos primeiros dias do ano em boa parte de Santa Catarina são um convite para aproveitar as atividades ao ar livre e momentos na praia. Porém além dos termômetros próximos aos 40ºC, o Estado também conta com incidência dos raios solares ultravioleta no nível máximo desde o fim de 2016. A previsão é de que permaneça neste patamar até pelo menos dia 7 de janeiro.

Numa escala de 1 a 16, que mede desde a mais baixa (em que é possível se expor ao sol sem danos à saúde pelo tempo que quiser) à mais extrema (que exige evitar sol ao meio-dia, permanecer na sombra, usar boné, camisa e protetor solar), o índice ultravioleta (IUV) referente ao território catarinense tem ficado entre 14 e 15 em todos Estado, segundo a Epagri Ciram, órgão estadual de monitoramento do clima.

O dia mais crítico será o dia 7 de janeiro, quando praticamente todo o território catarinense é afetado pelo nível 15 (apenas o Extremo Sul escapa e fica no nível 14, que também exige cuidados). Nos demais dias, a incidência fica no nível 14 principalmente no Oeste e Litoral. Nas outras regiões, fica em 15.

Veja a incidência de raios IUV até o dia 7 de janeiro, segundo a Epagri Ciram:
Os tons de roxo mais escuros nas imagens de satélite indicam os níveis extremos


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Segundo a Epagri Ciram, o mapa indica a previsão do índice ultravioleta máximo no horário do meio-dia solar, considerando quantidade de ozônio, posição do sol, tipo de superfície, cobertura de nuvens e outros fatores.

Conforme a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, os horários mais seguros para atividades ao ar livre são antes das 10h e depois das 16h, quando a quantidade dos raios UV é reduzida. A exposição acumulada aos raios de sol contribui para o desenvolvimento do câncer de pele.

CONFIRA OS CUIDADOS ESSENCIAIS:

Roupas e acessórios

No verão é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois retêm cerca de 90% das radiação UV. Tecidos sintéticos, como o nylon, retêm apenas 30%.

Evite a exposição solar entre 10h e 16h (horário de verão). As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV.

Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem cataratas e lesões à córnea.

Filtro solar

Deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer, inclusive nos dias nublados. Os produtos com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usados no dia a dia; e o FPS 30 ou superior é ideal para uma exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.).

Aplique o produto 30 minutos antes da exposição solar para que a pele o absorva. Reaplique-o a cada duas horas, mas fique atento, esse tempo diminui se houver transpiração excessiva ou se você entrar na água. Aplique o protetor uniformemente em todas as partes de corpo, isso inclui mãos, orelhas, nuca, pés. Não se esqueça de proteger as cicatrizes.

Em crianças, inicia-se o uso do filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um protetor adequado. É preciso que as crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente, pois 75% da radiação acumulada durante toda a vida ocorre na faixa entre 0 e 20 anos.

Pele negra

As pessoas de pele negra têm uma proteção “natural” da pele pela maior quantidade de melanina produzida, mas não podem esquecer da fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras e câncer da pele.

Muita água

Aumente a ingestão de líquidos no verão e abuse da água, suco de frutas e da água de coco. Todos os dias, aplique um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade de água na pele entre 10% a 30%.

Alimentos ajudam

Alguns alimentos podem ajudar na prevenção dos danos causados pelo sol na pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenóides, substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha.

No banho

Use sabonetes compatíveis com o tipo de pele. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar o ressecamento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


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