Polícia Federal faz operação contra tráfico internacional de drogas em 5 estados e no DF

A Polícia Federal faz uma operação de combate ao tráfico internacional de drogas na manhã desta segunda-feira (4) em cinco estados e no Distrito Federal. O grupo investigado usava a cidade de São Paulo como entreposto e o porto de Santos como principal local de saída da droga.

Segundo a PF, o grupo traficou mais de seis toneladas de cocaína pura para a Europa durante um ano. O líder da quadrilha já foi preso. Entre os alvos dos mandados de prisão, estão 28 funcionários do Porto de Santos, que facilitavam a entrada das drogas.

Cerca de 820 policiais federais da operação cumprem 190 mandados de busca e apreensão, 120 mandados de prisão preventiva e 7 mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

A reportagem da GloboNews acompanhou a chegada de 30 presos ao auditório da sede da Polícia Federal na Lapa, Zona Oeste da capital paulista. Até as 10h, não havia um balanço do total de mandados já cumpridos.

As investigações começaram em agosto de 2016, após cooperação policial internacional entre a PF e o DEA (agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas) durante cinco apreensões de cocaína realizadas entre os meses de agosto de 2015 e julho de 2016 (três realizadas no porto de Santos e duas em porto na Rússia, vindas de Santos). “Por suas características, levantou-se a suspeita de que um mesmo grupo tivesse sido responsável por todas as remessas, que totalizaram 2,1 toneladas”, diz a Polícia Federal.

De acordo a PF, diferentes grupos organizados e especializados, que atuavam no Brasil e na Europa, se associavam conforme as necessidades que tinham em cada negócio que pretendiam realizar. A cocaína pura vinha dos países produtores para ser estocada em diversos locais na cidade de São Paulo e ser enviada à Europa pela via marítima.

Imagens obtidas pelo Bom Dia Brasil mostram como funcionários do Porto de Santos participavam do esquema. Segundo a PF, seguranças deixavam que veículos com a droga entrassem tranquilamente no porto durante a noite. Os lacres de contêineres eram rompidos, e a droga era armazenada no interior. Durante a operação, funcionários chegavam a apagar as luzes de trechos do porto e virar câmeras de segurança.

A PF realizou 14 apreensões de cocaína nos portos de Santos (SP), Salvador e Itajaí (SC), além de alertar autoridades para que interceptassem carregamentos que já haviam sido remetidos aos portos de Antuérpia (Bélgica), Shibori (Inglaterra), Gioia Tauro (Italia) e Valencia (Espanha). Essas apreensões totalizaram outras 5,9 toneladas de cocaína pura que deixaram de abastecer o tráfico europeu.

O nome da operação remete a um dos destinos da droga, o porto de Antuérpia (Bélgica). Brabo seria um soldado romano que teria libertado os habitantes da região do rio Escalda, onde se localiza Antuérpia, do jugo de um gigante e jogado sua mão no rio. A lenda deu origem ao nome da cidade.

Fonte: G1 SC


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