Partidos miram prefeituras de olho nas eleições de 2018

Os eleitores podem até não desconfiar, mas quando forem às urnas neste domingo para digitar 11, 13, 15, 45, 55 ou qualquer um dos outros números que representam os 739 candidatos que disputam 295 prefeituras de Santa Catarina, estarão também dando início à disputa estadual marcada para 2018.

São as vitórias municipais que vão consolidar pré-candidaturas e possíveis alianças na corrida pelo governo do Estado. Essa lógica vale principalmente para os cinco maiores partidos do Estado – PMDB, PP, PSD, PSDB e PT. Somados, eles respondem por mais de 80% das candidaturas a prefeito em SC e contam com esse exército para consolidar suas posições ao alçar voos mais altos. Como ingrediente a mais, o fim do ciclo político representado pelos quatro mandatos consecutivos do falecido ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e do atual governador Raimundo Colombo (PSD).

É justamente na aliança entre peemedebistas e pessedistas, que governa o Estado desde a época de Luiz Henrique, que é operada mais fortemente essa disputa paralela de olho em 2018. Arquiteto da aliança, LHS seria o nome natural para concorrer em 2018. Sem ele, PSD e PMDB brigam pelo posto – ou apostam na separação, especialmente no caso dos pessedistas.

No PSD, despontam o deputado estadual Gelson Merisio, os deputados federais João Rodrigues e João Paulo Kleinübing e o secretário estadual Antonio Gavazzoni. Pelo PMDB, estão colocados o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, o deputado federal Mauro Mariani e o senador Dário Berger. Conduzida por Merisio, a estratégia pessedista liderou uma ofensiva para aumentar o número de candidaturas a prefeito, fazendo a sigla ultrapassar o PP e se tornar a segunda em número de candidatos. Atrás justamente do PMDB. Em algumas cidades, mesmo sem candidatura própria, os pessedistas procuraram justamente os adversários do principal aliado estadual – o caso emblemático é o apoio a Angela Amin (PP) em Florianópolis contra o peemedebista Gean Loureiro.

– Nós vamos eleger o prefeito em quatro das 10 maiores cidades e aumentar em 50% nossa posição nos menores municípios. Números que dão volume a uma candidatura própria. Nós não buscamos o confronto com o PMDB, apenas deixamos claro que não vamos continuar juntos — diz Merisio.

Maior partido do Estado em número de eleitos e filiados, o PMDB trabalha para contrabalançar a ofensiva do aliado. Consolidado nos pequenos municípios, o partido fez uma esforço extra para melhorar a posição em cidades médias e grandes, onde tem detectado esvaziamento de lideranças e redução em votações. A prioridade é manter Joinville e reconquistar Florianópolis.

– Estamos muito confiantes de que podemos aumentar o número de prefeituras. Nosso objetivo era manter o número que temos, até pelo avanço do PSD, que na eleição passada praticamente não existia. O que percebemos é que eles cresceram para cima do PP – afirma o vice-governador Eduardo Pinho Moreira.

De olho nessa disputa de aliados, o PSDB também montou uma estratégia para aumentar a musculatura de olho em 2018. O partido recrutou ex-prefeitos para voltarem a encarar as urnas e estabeleceu uma política de alianças ampla. Com isso, terá candidatura própria em 14 dos 20 maiores municípios do Estado. Se tiverem sucesso nas urnas, os tucanos saem como candidatos, aliado principal ou até mesmo com chances de viabilizar a candidatura própria – os senadores Paulo Bauer e Dalírio Beber e o deputado estadual Marcos Vieira são os nomes colocados para majoritária.

– Nós fomos pragmáticos. São 295 municípios, 295 eleições diferentes. Não fizemos composição ideológica, fizemos projetos para cada cidade. Para 2018, só não vamos sentar para conversar com quem já tem candidato (a governador) sentado na cadeira – afirma Marcos Vieira, também presidente estadual do PSDB.

 

Fonte: Diário Catarinense

http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/10/partidos-miram-prefeituras-de-olho-nas-eleicoes-de-2018-7624486.html


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