Dive intensifica estratégias contra Aedes aegypti em novembro

Com a expectativa de um verão com temperaturas elevadas e um clima úmido em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) intensifica em novembro estratégias para combater o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya e zika . De acordo com o órgão, o estado teve um aumento de 18% nos casos autóctones, contraídos em Santa Catarina, de 1º de janeiro a 22 de outubro, em relação ao mesmo período de 2015.

Uma das ações será o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) em 50 cidades consideradas infestadas pelo mosquito e nas 22 com risco de infestação.

“O LIRA a nos apresentará a realidade atual em relação aos principais depósitos encontrados no ambiente, potenciais criadouros do mosquito e o número de focos identificados durante as vistorias”, disse João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue de Santa Catarina.

Em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, uma reunião ocorre nos dias 22 a 24 de novembro com supervisores regionais e coordenadores municipais dos programas de controles da dengue de municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti ou com transmissão de dengue, chikungunya e zika.

No encontro, estará em pauta o debate de estratégias operacionais, utilização de inseticidas, integração com outras áreas da saúde e da administração municipal.

A ideia é que as ações dos programas de controle da dengue sejam mantidas nos meses de novembro de 2016 a março de 2017 nas cidades. Conforme a Dive, foram enviados ofícios aos atuais e aos futuros prefeitos dos 295 municípios catarinenses para reforçar a importância da continuidade dos programas no período em todas as cidades.

Segundo a Dive, pela primeira vez, o estado terá um mapa real da situação dos municípios no combate ao Aedes aegypti. Os resultados do Diagnóstico de Enfrentamento em todas as cidades serão divulgados até o início de dezembro.

“A partir desse diagnóstico inédito, poderemos elaborar estratégicas específicas para a próxima temporada e até contribuir para a qualificação dos planos de contingência municipais”, ressalta João Fuck.

Panorama epidemiológico
De acordo com a Dive, há 13 semanas o estado não tem transmissão autóctone de dengue, ou seja, nenhum novo caso foi confirmado em Santa Catarina no período. Entre 1º de janeiro e 22 de outubro, 4.356 casos de dengue foram confirmados no estado. Destes, 3.977 eram autóctones e 278 importados.

Com isso, a diretoria informou um aumento de 18% em relação aos 3.273 casos autóctones confirmados no mesmo período de 2015. Em 2016, oito cidades tiveram epidemias de dengue: Serra Alta, Bom Jesus, Coronel Freitas, Descanso, Modelo, Chapecó e União do Oeste, todos na região Oeste.

Em Itajaí, ocorreu em 2015, a primeira epidemia de dengue do estado. Duas pessoas morreram de dengue em 2016. Até o momento, segundo a Dive, foram identificados 6.326 focos de Aedes aegypti, em 133 municípios.

Cidades em alerta
Conforme informações sobre o Local Provável de Infecção (LPI), foi confirmada a transmissão autóctone de dengue em 27 municípios de Santa Catarina: Balneário Camboriú, Bom Jesus, Brusque, Caibi, Chapecó, Coronel Freitas, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guatambu, Itajaí, Joinville, Itapema, Itapoá, Maravilha, Modelo, Nova Itaberaba, Palmitos, Pinhalzinho, Quilombo, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Saudades, Serra Alta, União do Oeste e Xanxerê.

São considerados infestados pelo mosquito Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caçador, Camboriú, Campo Erê, Catanduvas, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Itapiranga, Ipuaçu, Joinville, Jupiá, Maravilha, Modelo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palma Sola, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Porto União, Quilombo, São Bernardino, São Carlos, São Domingos, São José, São José do Cedro, São Lourenço doOeste, São Miguel do Oeste, Santo Amaro da Imperatriz, Saudades, Seara, Serra Alta, Sul Brasil, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.

São considerados em situação de risco: Balneário Piçarras, Blumenau, Bombinhas, Brusque, Caibi, Canoinhas, Concórdia, Criciúma, Dionísio Cerqueira, Ilhota, Itapoá, Jaraguá do Sul, Luís Alves, Mondaí, Navegantes, Palhoça, Penha, Porto Belo, São Bento do Sul, Sombrio, Tijucas e Tubarão.

 

Fonte: G1 SC

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/11/dive-intensifica-estrategias-contra-aedes-aegypti-em-novembro-em-sc.html


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