Delações da Odebrecht: Ideli Salvatti é suspeita de receber R$ 300 mil a pedido de Carlito Merss

A ex-ministra Ideli Salvatti (PT) é citada em um dos 201 pedidos de inquérito enviados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a instâncias judiciais inferiores, com base em delações de ex-executivos da Odebrecht. Ela é suspeita de receber R$ 300 mil para sua campanha eleitoral. Este valor teria sido inserido no caixa dois de campanha.

O ex-prefeito de Joinville Carlito Merss (PT) teria pedido ao Grupo Odebrecht o repasse para a campanha eleitoral de Ideli ao governo de Santa Catarina.

Ideli disse que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. “Comprovarei que as doações à minha campanha eleitoral ao governo de Santa Catarina em 2010 foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade”.

O G1 tentou contato com Merss, mas não obteve uma posição.

O suposto repasse é citado nas delações de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-diretor de infraestrutura da empreiteira, e Valter Luis Arruda Lana, ex-diretor da empresa no Sul. A Justiça Federal no DF decidirá sobre pedido para investigar os políticos.

‘Lista de Fachin’

Ao todo, 201 pedidos de inquérito foram remetidos a instâncias inferiores da Justiça Federal em todo o país. Relator da Lava Jato no Supremo, o ministro Edson Fachin também determinou a abertura de 76 inquéritos contra políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht, informou a assessoria do STF.

O ministro enviou de volta à PGR outros 11 pedidos de investigação para nova análise. Outros 25 pedidos foram mantidos sob sigilo, por risco de atrapalhar as investigações. Foram arquivados 7 casos envolvendo autoridades, a pedido da PGR, por falta de indícios da ocorrência de crimes.

Em nota referente a todo o conteúdo das delações de ex-diretores da empresa, a Odebrecht disse entender que “é de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos específicos feitos pelos seus executivos e ex-executivos”.

“A empresa colaborou com a Justiça, reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”, diz o texto.

Fonte: G1 SC


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