Crise de 2015 deixou municípios 7,22% mais pobres em Santa Catarina

As cidades catarinenses perderam 7,22% do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as suas riquezas em 2015. O saldo, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é encarado pelos municípios como a prova mais importante do caos vivido pelas administrações públicas nos últimos dois anos.

Uma análise desenvolvida pela Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) mostra que o PIB referente aos tributos municipais caiu até 15% em algumas regiões, como é o caso de Jaraguá do Sul. Entre as cidades com as maiores arrecadações do Estado, a única que cresceu foi São José, que obteve um desempenho 4,18% maior. A crise também se refletiu nos valores dos repasses das transferências constitucionais, que caíram 6,55% no ano. “O crescimento negativo do PIB é fruto da alta inflação do período e da forte retração econômica ocorrida naquele ano”, explica a economista da Fecam, Apoena Santos. Dos 295 municípios catarinenses, 263 apresentaram queda real no valor do PIB.

No desempenho individual dos municípios, Joinville lidera com o maior PIB, R$ 25,5 bilhões, o que corresponde 10,28% do PIB dos municípios do Estado. Na segunda colocação encontra-se Itajaí (7,57%), seguido por Florianópolis (7,48%), Blumenau (6,27%) e São José (4,04%). Os maiores crescimentos ficaram com Araquari (52,90%), seguido por Arvoredo (38,82%) e Piratuba (26,51%).

Apesar dos problemas em 2015, a perspectiva para o fechamento de 2017 é bem mais otimista. “Os indicadores já mostram sinais de melhora na arrecadação e na expansão das atividades econômicas”, analisa o economista Alison Fiúza, da Fecam. A melhora econômica, no entanto, não ameniza a situação provocada pela imposição de novas atribuições e demandas às prefeituras. Segundo a Fecam, a redistribuição da arrecadação de impostos como o ISS (Imposto Sobre Serviços) é fundamental para evitar que as administrações abram falência no futuro.

Fonte: ND


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