Conflito institucional entre Polícia Militar e Civil fragiliza a segurança no Estado

A prisão do tenente Paulo Renato Darias, comandante do pelotão da Policia Militar em São João Batista, pelos delegados da Deic, acabou provocando uma crise entre as polícias Militar e a Civil. As duas principais entidades emitiram notas sobre o ocorrido, com posições divergentes.

A Associação de Oficiais da Polícia Militar (Acors) lamentou a prisão do tenente, questionando a operação em São João Batista:  “O Oficial não cometeu crime algum. Sua postura foi tentar entender o porquê, como comandante do pelotão da Polícia Militar no município de São João Batista, não foi informado de que a Deic faria uma operação naquele município para a captura de uma quadrilha de assaltantes de banco fortemente armados. A ação da Deic colocou em grande risco não somente pessoas daquela comunidade e os policiais militares que foram pegos de surpresa com a troca de tiros, mas principalmente os próprios policiais civis que participaram da operação, já que em dada situação não é possível diferenciar quem é o “mocinho” e quem é o “bandido””.

A manifestação da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) foi mais forte. Diz a nota:  “Repudia a atitude do referido tenente, o qual, ao ir à coletiva de imprensa para criticar a atuação da Polícia Civil, foi deveras deselegante. Caso não tivesse concordado com a ação da PCSC, deveria ter comunicado seus superiores. O oficial, entretanto, de camiseta, bermuda e chinelos, deslocou-se até a sede da Deis, em Florianópolis, dizendo-se ser da imprensa de São João Batista e criou uma celeuma. Ao ser convidado a se retirar, desacatou os policiais civis presentes e se recusou a sair, resistindo à ordem de prisão, o que justificou a autuação.”

Os criminosos devem estar comemorando.

A crise
Durante a primeira reunião do secretariado estadual, em Lages, o governador Raimundo Colombo ouviu relatos sobre as principais atividades de 2016 e voltou a apelar pela contenção de gastos. Repetiu que este ano também será um ano crítico, pois a arrecadação não vem correspondendo, e reafirmou que não cogita elevar impostos, dando continuidade às obras em andamento com recursos financiados de órgãos federais.

Novo cargo
João Carlos Ecker, ex-vice-prefeito de São Lourenço do Oeste, é o novo presidente do Instituto Nacional de Metrologia em Santa Catarina (Inmetro). Nomeado pelo governador Raimundo Colombo, já assumiu o novo cargo. Na primeira metade do governo exerceu a Secretaria de Infraestrutura, agora comandada pelo deputado Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, do PMDB.

 

Fonte: DC


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