Apenas 30% das mulheres entre 50 e 69 anos fazem mamografia em SC

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que pelo menos 70% das mulheres com idade entre 50 e 69 façam anualmente a mamografia. Diferentemente do toque, o exame é capaz de detectar o câncer de mama em fases iniciais e, por isso, aumentar em até 100% as chances de cura, se o tratamento for iniciado na sequência, conforme o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

Mas em Santa Catarina, somente 30,3% das pacientes com essa faixa etária tiveram diagnóstico a partir dos mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS). Divulgados na última semana pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), os números sobre a cobertura mamográfica no Brasil indicam que 180 mil pacientes catarinenses foram contempladas em 2015.

O universo de mulheres que deveria ter feito o exame no período é de 389 mil. No último estudo, feito em 2013, o dado foi relativamente maior: 35,7%, o que indica uma piora na política de prevenção ao câncer.

O presidente da SBM em SC, Cristiano Steil, atribui os números à baixa conscientização das mulheres sobre a importância do exame. Diferentemente de outros Estados, ele garante que o problema local não está nos equipamentos, pois é comum a formação de convênios com a rede particular para resolver problemas pontuais.

– Há mulheres que nunca fizeram uma mamografia. Então, depende de um grande trabalho na saúde básica para fazer com que agentes de saúde tragam essas mulheres. Alguns números mostram que no Outubro Rosa, por exemplo, as pacientes que vão fazer o exame são as mesmas que fazem todo ano. É a pessoa que vai atrás, nós não vamos atrás da pessoa – argumenta.

Apesar da baixa cobertura,
Estado se destaca no país

Em comparação com outros Estados, SC apresenta a quarta melhor média. No país, 8,4 milhões de mulheres deixaram de fazer o exame em 2015. O Brasil também passou a oferecer menos exames pela rede pública em relação a 2013.

Se em outros Estados a justificativa para a baixa cobertura tem relação com mamógrafos fora de funcionamento, a Vigilância Sanitária de Santa Catarina garante que a situação não se repete por aqui.

Segundo a diretora do órgão Raquel Bittencourt, que comanda a inspeção na rede pública e privada, hoje são 96 serviços de mamografia no Estado – que podem ter mais de um mamógrafo – e somente oito equipamentos inoperantes: três interditados e cinco desativados. Em 2015, os números eram piores: 39 em condições aceitáveis, 31 toleráveis e 32 inaceitáveis, que não cumpriam diversos pré-requisitos.

Fonte: DC

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