2ª fase da Operação Manobra de Osler apreende mais documentos em SC

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (9) em Chapecó, no Oeste catarinense, e em duas cidades do Paraná como parte da segunda fase da Operação Manobra de Osler, que apura o desvio de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram apreendidos documentos e computadores.

A ação desta quinta é resultado da investigação da primeira fase da Operação, que ocorreu em novembro do ano passado. Na época, foram cumpridos, em Chapecó e em São José, na Grande Florianópolis, sete mandados de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e duas suspensões do exercício da função pública.

O caso é investigado pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF).

Documentos apreendidos
Foram cumpridos três mandados em Chapecó, em duas clínicas e uma casa, outro em uma clínica em Pato Branco (PR) e o quinto em uma residência em Curitiba, explicou o delegado da Polícia Federal Paulo Palma. As casas são dos sócios dos administradores das clínicas investigadas, uma em Chapecó de reabilitação auditiva e outras duas de diagnóstico por imagem, localizadas em Chapecó e Pato Branco.

As apreensões foram feitas “para investigar se os valores repassados de verbas da saúde pública de Chapecó foram aplicados na realização de exames ou foram desviados. Os documentos serão avaliados, os computadores, periciados e analisados”, explicou o delegado.

“A análise dos documentos da primeira fase da operação revelou a necessidade da realização desses mandados que foram cumpridos”, continuou o delegado.

Por nota, a Clínica de Diagnóstico por Imagem disse que a empresa está à disposição da Polícia Federal para esclarecer eventuais dúvidas quanto à realização de exames.

Os advogados da Clínica Integrada Oeste falaram por telefone à RBS TV que também estão auxiliando o trabalho da PF, mas que só vão se manifestar quando tiverem acesso ao inquérito.

Crimes
Em novembro, a investigação focou em uma ou duas clínicas, mas, no decorrer da apuração, percebeu-se que outras também estariam envolvidas. De acordo com o MPF, as suspeitas são de pagamentos por exames e procedimentos desnecessários ou que não foram feitos.

O volume de recursos destinados a apenas uma dessas clínicas atingiu quase R$ 3 milhões em 2016.

São investigados crimes como peculato, dispensa indevida de licitação, falsidade ideológica e associação criminosa.

Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados na Secretaria Municipal de Saúde, em uma clínica de medicina hiperbárica, no Consórcio Intermunicipal de Saúde de Chapecó (Cis-Amosc) e na casa e empresas dos suspeitos.

Também foi determinada a suspensão cautelar do exercício de qualquer função pública pela ex-secretária de saúde do município de Chapecó e do então diretor-executivo do Cis-Amosc.

Fonte: G1 SC


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